Carta interativa
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Sobre este asterismo
A constelação da Anta, também conhecida como Tapi’i, ocupa uma extensa região da Via Láctea e está associada, em diferentes tradições indígenas, à leitura das mudanças sazonais.
Entre povos da região Norte do Brasil, sua aparição no céu, por volta da segunda quinzena de setembro, é relacionada à chegada da primavera e à transição entre o período seco e o chuvoso (AFONSO, 2013). Sua observação é mais favorável nas regiões setentrionais, enquanto, no Sul, ela permanece muito próxima ao horizonte.
Por esse motivo, povos meridionais recorrem a outras referências celestes, como a constelação do Colibri, para identificar a passagem do frio para o calor e a chegada da primavera (AFONSO, 2013; LIMA; MOREIRA, 2005).
Guarani — reconstrução contemporânea
AFONSO, Germano Bruno. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola, Rio de Janeiro, p. 1-11, 2013. LIMA, Flávia Pedroza; MOREIRA, I. C. Tradições astronômicas tupinambás na visão de Claude D’Abbeville. Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência, v. 3, n. 1, 2005.
As estrelas destacadas usam identificadores HIP do catálogo Hipparcos. A carta apresenta uma reconstrução interpretativa baseada nas fontes indicadas.