Carta interativa
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Sobre este asterismo
Em relação à constelação do Homem Velho, d’Abbeville relatou: “Tuivaé, Homem Velho, é como chamam outra constelação formada de muitas estrelas, semelhante a um homem velho pegando um bastão”.
Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o início do verão para os povos do Sul do Brasil e o início da estação chuvosa para os povos do Norte do Brasil.
A constelação do Homem Velho é formada pelas constelações ocidentais Taurus e Orion. Ela contém três outras constelações indígenas, cujos nomes em guarani são Eixu (as Plêiades), Tapi’i rainhykã (as Híades, incluindo Aldebaran) e Joykexo (o Cinturão de Orion).
A cabeça do Homem Velho é formada pelas estrelas do aglomerado estelar Híades, em cuja direção se encontra α Tauri (Aldebaran). Acima da cabeça fica o aglomerado das Plêiades, que representa um penacho. O Cinturão de Órion, formado por Mintaka, Alnilam e Alnitak, representa o joelho da perna sadia, enquanto Saiph representa o pé.
Tupinambá do Maranhão — registro histórico de D’Abbeville · Guarani — reconstrução contemporânea de Germano Afonso
AFONSO, Germano Bruno. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola, Rio de Janeiro, p. 1-11, 2013. LIMA, Flávia Pedroza; MOREIRA, I. C. Tradições astronômicas tupinambás na visão de Claude D’Abbeville. Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência, v. 3, n. 1, 2005.
As estrelas destacadas usam identificadores HIP do catálogo Hipparcos. A carta apresenta uma reconstrução interpretativa baseada nas fontes indicadas.